quarta-feira, 15 de maio de 2013

exatamente

"Como eu consegui gostar disso?!" Uma pergunta que seria cômica, se não fosse trágica. A verdade é que a gente se esforça pra criar um sentimento de admiração por alguém sem graça, só pra não ficar de coração vazio e, principalmente, entediada. O que resta pra fazer nos momentos de ócio, se não fuxicar as redes sociais do tal carinha? Lembrar dos momentos, reler sms, fantasiar com as amigas. Não é amor, é hábito. É passatempo barato, tipo essas caça-palavras que são vendidas em qualquer banca de jornal caindo aos pedaços.
Mas quem, nesse mundo, nos ilude mais do que nós mesmos? É tão doentio quanto natural. Você sai costurando babados cor-de-rosa em todas as babaquices- que não são poucas- dele e, não importa o quanto ele arranque, você vai lá e faz questão de costurar de novo. No fundo, o uniforme de “Maior idiota do mundo” nunca passou despercebido, mas o beijo era bom, rolava química e ele até escrevia certinho, requisitos suficientes pra transformar o idiota num projeto promissor de amor e mimimi. Porque essa parte, o mimimi, nem que seja preciso desenterrar o primeiro ex namorado, a gente precisa. Mais cedo ou mais tarde, precisa mesmo. Verdadeiro ou boca pra fora, toda semana ou uma vez por semestre, precisa e não dá pra negar.
Você sempre soube o quão patético ele era. E que não era inteligente, bonito, muito menos interessante. Você se incomodava com muitas coisas, dava pra listar e isso só passou porque você se treinou a ter friozinho na barriga. Tudo muito mecânico, eram borboletas rigorosamente adestradas. Nunca foi arrepio, juízo perdido. Cada suspiro foi fruto de anos se aprimorando na tática de “tecnicamente se apaixonar”, porque não tem nada melhor pra fazer. Ninguém melhor pra ficar. A verdade é que você nunca gostou dele. Nunquinha. Só acabou ficando boa demais nessa coisa de se enganar."

domingo, 21 de abril de 2013

como esquecer? ;(


“Sabe o sorriso dele? É perfeito. Acho que sempre será o meu favorito. Impossível dizer que nunca houve um momento especial ao lado dele, porque todos foram marcantes e importantes, pelo menos pra mim. A maneira dele falar e de irritar também. Aquela mania besta que tinha de me interromper no meio de uma frase ou até mesmo uma palavra, fazia isso pra me irritar, e o fazia muito bem. Ele conseguia ser especial até mesmo em silencio. Conseguia me fazer rir sem esforço algum. Apenas o fato de falar com ele, me fazia sorrir e rir. Me fazia feliz e nem sabia. Posso ter quase certeza, que ninguém nunca o conheceu como eu. As vezes acho que ele era de outro mundo, pois me amou e cuidou de mim. Engraçado que na hora da saudade, os bons momentos são os únicos que marcam minha memória. Os sorrisos, o carinho, todo aquele amor, aquela amizade que parecia existir acima de tudo, são só dessas lembranças que minha mente se ocupou. E confesso que hoje queria estar ao seu lado, abraçada contigo e planejando minha vida com você. Porque por mais que ninguém acredite, eu te amo, por mais que você possa duvidar, eu te amo. E por te amar tanto, te deixei partir. Mas sempre vou estar aqui esperando sua volta, esperando você de braços abertos. Um dia confessei à mim mesma, que se um dia eu te perdesse, não encontraria outro alguém, pois de toda forma, seria sempre por você que eu estaria procurando. E é assim que minha vida está. Vivo na saudade, na esperança de um dia te ter de novo. Por mais idiota que seja, por mais idiota que eu seja, eu não consigo esquecer você. Porque eu tenho que te amar tanto, me diz?”

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

ainda é você


“Há muito tempo eu não perdia uma noite por causa de alguém. Talvez tenha sido a pior noite da minha vida depois que te conheci. Engraçado, porque todas às noites eu vou dormir com você na cabeça, mas dessa vez foi diferente. Foi diferente porque ontem eu não senti saudade como o de costume, era só tristeza mesmo. O que eu sentia era uma imensa vontade de por um ponto final nessa nossa história sem começo. Mas, ao mesmo tempo eu queria acreditar que você era diferente, porque eu sempre tive esperança em você, sempre achei que você iria me fazer ver o mundo com outros olhos. Fiquei durante muito tempo pensando numa maneira certa de agir, foi aí que decidi esquecer essa porra de quase-amor que eu sinto por você. E era isso que mais doía, o quase-amor, porque no fundo eu queria que fosse amor. Mesmo assim, insisti em colocar um ponto final. Jurei pra mim mesmo que ontem à noite seria última vez que eu iria olhar suas fotos e ouvir a nossa música, apaguei suas mensagens, exclui suas fotos, joguei fora tudo que me lembrava você. Bateu o desespero e chorei igual uma pré-adolescente quando leva seu primeiro fora. Chorei até dormir e acordei lembrando que havia sonhado com você. Agora nem dormir em paz eu posso mais, ver você se tornou uma questão de fechar os olhos. Não chorei mais, em compensação quebrei meu juramento assim que saí da cama, fui correndo ver suas fotos e jurei de novo que seria a última vez. Fiquei triste o dia inteiro, aí você me procura, inevitável, acabei sorrindo ao ver você falando comigo. Droga, você também não me ajuda. Queria tanto ficar bem sem você, sem falar, sem contato, mas ao mesmo tempo quase morro quando você não me conta como foi seu dia. Já basta essa distância insuportável e ficar um dia sem ter noticias suas acaba comigo. Mas, decidi que preciso te esquecer. Só que eu acabo lembrando, de como você é lindo quando ta comigo, do seu sorriso, dos seus olhos fixados nos meus, das suas mãos nervosas no meu corpo, de como é bom dormir com você e sentir sua boca na minha enquanto a gente “tenta” dormir. Talvez essa é a parte que mais me dói, ter que esquecer tudo isso. Ou talvez, o que mais me dói é ter fantasiado a nossa relação porque você me deu espaço pra isso. Durante muito tempo eu esperei por você, mas infelizmente, eu não moro em um castelo e muito menos sou uma princesa, pra ficar procurando em você um príncipe pro meu conto de fadas. A não ser que você construa um castelo e me peça pra ficar e nunca mais desistir de você.”

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

saudade :'(


E do nada bateu uma saudade, uma nostalgia de cada momento que já passei ao seu lado, lembranças dos nossos momentos, das conversas de horas ao telefone, mesmo cada um sabendo o que o outro fez o dia inteiro, das provocações que eu fazia, só pra ver sua cara de bravo, das brincadeiras, pra eu poder ver seu sorriso, que caia entre nós... aah ele era o mais lindo do mundo. Dos momentos que independente do lugar onde estávamos, pelo simples fato de estar com você, já fazia daquele lugar uma lembrança linda. Me lembro das promessas, dos sonhos, que sempre nos levava a mudar um pouco as vontades, para que um participasse da felicidade do outro. Acho que era uma química muito forte, talvez poderia ser paixão, ou quem sabe o começo de um amor, porém que so deixou saudade. :C

Mudança

Sabe quando você encontra-se sem sentindo algum pra sorrir? Sabe quando tudo desmorona aos poucos? Quando não há mais nenhuma saída? Sabe quando você sente vontade de desistir, de largar tudo, de desaparecer, de não ser quem você é, de não 
estar na situação em que você estar? Sabe aquele choro, tão.. triste, tão.. amargurado, que chega a um ponto que você não tem mais ar? Eu estou sem saída ultimamente. Me sinto presa. Como em quatro paredes, se olho para a esquerda sempre há um obstáculo, e se olho para direita ou pra frente, então.. Piorou. E é a partir daí que você sente uma vontade imensa de desistir, de largar essa vida tão.. monótona. De largar tudo. Vontade de fugir, de nunca ter conhecido certas pessoas, que só te fizeram mal. Mas o velho sentimento insiste em permanecer e você mais uma vez se sente presa à eles, é como se te escravizasse e você apenas se submetesse à esses sentimentos tolos. Isso dói. Demais. [..] Não tenho mais amor próprio, meus pensamentos se rodeiam à cerca de apenas uma pessoa. E sinceramente, isso é totalmente desgastante. Isso me consume, e me corrói por inteira. Sabe minha alma? Encontra-se vazia nesse momento. O mundo lá fora perdeu a cor. Ao olhar pra mim mesma, vejo pensamentos soltos que quero esquecer. Eu estou com medo do mundo, com medo do final, e continuo levando embora coisas das quais insisto em não me desfazer. Tudo está uma verdadeira bagunça. Sejam meus pensamentos; seja a minha vida. Tudo fora do lugar: pessoas ocupando espaços errados, certezas que viraram incertezas, infinito que do nada tornou-se finito, medo, dor, tristezas, lágrimas. [..] Chego a imaginar a felicidade do meu lado. Mas não, ela não veio para mim. Ela apenas pegou uma cadeira e sentou-se ao meu lado. E deu tempo de apenas uma coisa. Perguntei-lhe por que ela demora tanto pra chegar, porque ela simplesmente não resolve se apossar nem que seja por um instante de mim. Sabe o que a Dona Felicidade me respondeu? Nada. Ela partiu, e decidiu não deixar ao menos uma palavra comigo. Deve ser apenas mais um de tantos contrastes: Ela se vai, sem nem sequer você ter a oportunidade de experimentá-la. E você vai vivendo, aos poucos, aprendendo, digo, aprendendo não, sendo obrigada à ser fria. A saber se desfazer das coisas quando necessário, a guardar pra si o que o mundo precisa saber, a falar uma palavra quando se tem um texto em mente. Vai sendo obrigada, a viver falsamente, a fingir que estar feliz, a sorrir quando uma lágrima quente e seca rasga e desgasta seu coração. Eu só queria uma revira-volta nisso. Uma mudança radical de vida. Sair por aí, curtir, ser feliz. Se desapegar das pessoas, de coisas que só sabem te fazer mal. Não se importar tanto. Vontade de jogar tudo pro alto, de apenas valorizar à aqueles que merecem o meu amor. Mas quem disse que a vida é assim? Não, ela não é assim. Ela é completamente diferente disso. E você não aprende a viver assim, você apenas se acostuma. Ou nem isso. Ou sorrir ao dia, e à noite, trancada no seu quarto, no banheiro, começa a chorar todas aquelas lágrimas que você superou durante o dia. E fica ali, mais uma vez sem saída alguma. Sem ânimo pra levantar no dia seguinte, sabendo que sempre é a mesma coisa. Mas não, você estar lá de pé. Você ainda é capaz de fingir que suporta, e de engolir sua própria dor, pra cuidar da dor de quem necessita de ti. Mas e aí, você aprende que isso é a vida. E se acostuma com a dor, se acostuma a se machucar, se acostuma a... slá tanta coisa. Talvez algum dia, algo de bom resolva acontecer. Quem sabe, todas essas lágrimas, terão recompensas no futuro. Quem sabe, nada seja em vão. E a menina que antes chorava por tanta coisa que aparecia na sua vida, encontre motivos para sorrir, sabe de que? Das coisas que aparecerem na sua vida. Tudo é, e tudo sempre será um contraste indecifrável.
p.s. e o pior de tudo, é que eu nunca fui assim, sempre sorri de tudo, de todos os momentos, ria ate mesmo das pessoas, mas esse ultimo mês foi diferente... algo mudou dentro de mim, ou foi ate aquela pessoa que acendeu em mim, esses sentimentos, essas tristezas. O pior é que eu não consigo mudar, algo esta diferente, eu tento ir contra, mas nunca consigo. Que o tempo me devolva todos os sorrisos, e Deus me ajude á passar por esta fase.