segunda-feira, 26 de novembro de 2012

saudade :'(


E do nada bateu uma saudade, uma nostalgia de cada momento que já passei ao seu lado, lembranças dos nossos momentos, das conversas de horas ao telefone, mesmo cada um sabendo o que o outro fez o dia inteiro, das provocações que eu fazia, só pra ver sua cara de bravo, das brincadeiras, pra eu poder ver seu sorriso, que caia entre nós... aah ele era o mais lindo do mundo. Dos momentos que independente do lugar onde estávamos, pelo simples fato de estar com você, já fazia daquele lugar uma lembrança linda. Me lembro das promessas, dos sonhos, que sempre nos levava a mudar um pouco as vontades, para que um participasse da felicidade do outro. Acho que era uma química muito forte, talvez poderia ser paixão, ou quem sabe o começo de um amor, porém que so deixou saudade. :C

Mudança

Sabe quando você encontra-se sem sentindo algum pra sorrir? Sabe quando tudo desmorona aos poucos? Quando não há mais nenhuma saída? Sabe quando você sente vontade de desistir, de largar tudo, de desaparecer, de não ser quem você é, de não 
estar na situação em que você estar? Sabe aquele choro, tão.. triste, tão.. amargurado, que chega a um ponto que você não tem mais ar? Eu estou sem saída ultimamente. Me sinto presa. Como em quatro paredes, se olho para a esquerda sempre há um obstáculo, e se olho para direita ou pra frente, então.. Piorou. E é a partir daí que você sente uma vontade imensa de desistir, de largar essa vida tão.. monótona. De largar tudo. Vontade de fugir, de nunca ter conhecido certas pessoas, que só te fizeram mal. Mas o velho sentimento insiste em permanecer e você mais uma vez se sente presa à eles, é como se te escravizasse e você apenas se submetesse à esses sentimentos tolos. Isso dói. Demais. [..] Não tenho mais amor próprio, meus pensamentos se rodeiam à cerca de apenas uma pessoa. E sinceramente, isso é totalmente desgastante. Isso me consume, e me corrói por inteira. Sabe minha alma? Encontra-se vazia nesse momento. O mundo lá fora perdeu a cor. Ao olhar pra mim mesma, vejo pensamentos soltos que quero esquecer. Eu estou com medo do mundo, com medo do final, e continuo levando embora coisas das quais insisto em não me desfazer. Tudo está uma verdadeira bagunça. Sejam meus pensamentos; seja a minha vida. Tudo fora do lugar: pessoas ocupando espaços errados, certezas que viraram incertezas, infinito que do nada tornou-se finito, medo, dor, tristezas, lágrimas. [..] Chego a imaginar a felicidade do meu lado. Mas não, ela não veio para mim. Ela apenas pegou uma cadeira e sentou-se ao meu lado. E deu tempo de apenas uma coisa. Perguntei-lhe por que ela demora tanto pra chegar, porque ela simplesmente não resolve se apossar nem que seja por um instante de mim. Sabe o que a Dona Felicidade me respondeu? Nada. Ela partiu, e decidiu não deixar ao menos uma palavra comigo. Deve ser apenas mais um de tantos contrastes: Ela se vai, sem nem sequer você ter a oportunidade de experimentá-la. E você vai vivendo, aos poucos, aprendendo, digo, aprendendo não, sendo obrigada à ser fria. A saber se desfazer das coisas quando necessário, a guardar pra si o que o mundo precisa saber, a falar uma palavra quando se tem um texto em mente. Vai sendo obrigada, a viver falsamente, a fingir que estar feliz, a sorrir quando uma lágrima quente e seca rasga e desgasta seu coração. Eu só queria uma revira-volta nisso. Uma mudança radical de vida. Sair por aí, curtir, ser feliz. Se desapegar das pessoas, de coisas que só sabem te fazer mal. Não se importar tanto. Vontade de jogar tudo pro alto, de apenas valorizar à aqueles que merecem o meu amor. Mas quem disse que a vida é assim? Não, ela não é assim. Ela é completamente diferente disso. E você não aprende a viver assim, você apenas se acostuma. Ou nem isso. Ou sorrir ao dia, e à noite, trancada no seu quarto, no banheiro, começa a chorar todas aquelas lágrimas que você superou durante o dia. E fica ali, mais uma vez sem saída alguma. Sem ânimo pra levantar no dia seguinte, sabendo que sempre é a mesma coisa. Mas não, você estar lá de pé. Você ainda é capaz de fingir que suporta, e de engolir sua própria dor, pra cuidar da dor de quem necessita de ti. Mas e aí, você aprende que isso é a vida. E se acostuma com a dor, se acostuma a se machucar, se acostuma a... slá tanta coisa. Talvez algum dia, algo de bom resolva acontecer. Quem sabe, todas essas lágrimas, terão recompensas no futuro. Quem sabe, nada seja em vão. E a menina que antes chorava por tanta coisa que aparecia na sua vida, encontre motivos para sorrir, sabe de que? Das coisas que aparecerem na sua vida. Tudo é, e tudo sempre será um contraste indecifrável.
p.s. e o pior de tudo, é que eu nunca fui assim, sempre sorri de tudo, de todos os momentos, ria ate mesmo das pessoas, mas esse ultimo mês foi diferente... algo mudou dentro de mim, ou foi ate aquela pessoa que acendeu em mim, esses sentimentos, essas tristezas. O pior é que eu não consigo mudar, algo esta diferente, eu tento ir contra, mas nunca consigo. Que o tempo me devolva todos os sorrisos, e Deus me ajude á passar por esta fase.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Me ensina a desacostumar que eu vou. Me diz um jeito de não correr pra você, quando mais uma tentativa de nova história não dá certo. Ajuda-me, porque eu já não aguento mais acabar te contando mais um dia meu, mais um dia sem você, como sempre, só que agora já não me dói. Não sinto mais sua falta, não morro de saudades, não choro, nem sinto meu estômago virar ao contrário quando te vejo, te beijo. Nunca mais tive vontade de dizer que te amo, porque não estou certa se isso seria uma verdade. Muito carinho, talvez. Você sempre vai ser grande parte da minha história e do que eu sou não dá pra negar, nem apagar. Não seria justo me arrepender, apesar dos pesares e dos pesos de um amor mal vivido. Apesar das cicatrizes permanentes, tivemos também dias felizes, dor e felicidade numa gangorra. Hoje somos dois, duas vidas independentes, que se encostam uma na outra pra descansar de toda essa loucura e essa gente que mente até o nome. Só porque é seguro e familiar, não por qualquer sentimento, além disso. Só porque esse parece o caminho de casa e quando se pensa num futuro, os nomes se jogam automaticamente, mesmo sem fazer sentido. Mesmo sem a gente perder os sentidos só de se olhar, mesmo sem entender o que nos prende se não mais o amor. Mas a verdade é que ninguém tá preso. Então que nos invada o desapego, porque a palavra de ordem é desacostumar.